sexta-feira, 29 de abril de 2011

Convento da Trindade

O Convento da Santíssima Trindade, foi fundado em finais de trezentos e já teve várias campanhas de beneficiação, não subsistindo quaisquer vestígios da sua construção original.
A arcaria do claustro é composta por quatro arcos dóricos, repartidos por dois tramos por alçado. Sobre um dos lados do claustro encontra-se uma galeria aberta, com colunas do mesmo estilo. No refeitório  pode observar-se ainda alguns antigos azulejos de inícios de quinhentos.
Após o terramoto de 1755, a igreja foi parcialmente reconstruída e a sua fachada setecentista domina hoje o conjunto.
O Convento apesar de se encontrar hoje um pouco adulterado, não perdeu completamente o ar de recolhimento e de meditação. Assim, encontram-se ainda dispersas inúmeros nichos, cruzeiros, antigas fontes, inscrições e esculturas, que embelezam todo o terreno circundante.
Procurando levar uma vida espiritual, na maior pureza e recolhimento, em 1374 alguns monges cristãos oriundos do Convento da Trindade de Lisboa instalaram-se no frondoso e pictórico vale da Serra de Sintra. Dos quais dedestacam Frei Álvaro de Castro, filho do 1° Conde de Arraiolos; Frei João de Évora, confessor do Rei D. João I; e Frei João de Lisboa, director espiritual da Rainha D. Leonor.
O primeiro domicílio destes monges foi a Ermida de Santo Amaro, que se situa dentro da actual cerca do Convento e ainda com algumas grutas que se espalham pela Serra.
Em 1400, D. João I mandou erguer o primitivo convento, sob a protecção de seu confessor, na altura Frei Sebastião de Menezes. Tendo em conta que foi edificado na antiga Ermida de Santo Amaro, a construção padeceu de inúmeros defeitos na sua arquitectura e, em poucos anos, começou a ameaçar ruína, o que levou os religiosos a abandoná-lo progressivamente. Por volta de 1500, D. Manuel reconstruiu-o.
Durante a Contra-Reforma, Frei Baptista de Jesus edificou-o no local onde hoje o podemos ver. Em 1755 ruiu parcialmente, datando grande parte da actual construção da segunda metade de setecentos.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Capela de são Lázaro

A capela de São Lázaro está situada em S.Pedro de Sintra.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Museu do Brinquedo



 Em 1987 surguiu a Fundação Arbués Moreira, onde se encontra o espólio deste. Em 1989, mediante um acordo com a Câmara de Sintra foi cedido um local para a instalação do Museu do Brinquedo ficando a colecção de privada a pública. Assim  inaugurou-se o primeiro espaço do Museu que logo se foi tornando pequeno.
Com a abertura do Museu ao público, as doações aumentaram e as peças foram-se acumulando.
Em 1997, a Câmara deu novas instalações ao Museu, no antigo quartel dos bombeiros da Vila de Sintra. Neste edifício, cheio de História, agora recuperado e adaptado a museu, encontram-se os brinquedos de Arbués Moreira e de todos os que com ele têm partilhado esta viagem infindável.
Os brinquedos ajudaram-no a crescer e a perceber o mundo, tornando-se primordial a sua ligação à História da humanidade. A sua colecção, fala sempre de uma pessoa, de uma vida, de uma época. A intimidade, as modas, as guerras, as ideias, a política, a economia ligam-se eternamente ao que cada brinquedo traz dentro de si.
Como se brincava e como se brinca? Como era o menino ou a menina que se encantou com aquele boneco ou soldado? O que se imitava ou se pretendia influenciar? A guerra ou a paz? Questões eternas que é preciso analisar, ler e investigar, questões que se vão fazendo ao longo da visita. Histórias que são partilhadas com todos os que visitam o museu, enriquecendo os conhecimentos do sr. Arbués Moreira todos os dias.
Muito mais teria ele para contar sobre os brinquedos, as suas histórias, os seus artesãos, os seus fabricantes, os seus países de origem, etc. Mostra-nos, durante a visita, os que mais gosta e os mais raros, não só pelo seu valor e antiguidade, mas também pela sua simplicidade e engenho.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Lagoa Azul



A Lagoa Azul, situa-se em plena Serra de Sintra.
É a simbiose perfeita entre homem e natureza. Este é o local ideal para bons momentos passados em familia é o ponto de partida para os praticantes de BTT. Os seus circuitos com caminhos que serpenteiam pelo interior da serra, fazem os mais resistentes lançar-se em grandes aventuras por subidas e descidas desafiantes.
Na Lagoa Azul, pode disfrutar simplesmente do ar puro e refrescante e contemplar a natureza no seu pleno.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Fonte da Pipa

É uma das fontes mais tradicionais de Sintra e está situada no centro histórico da vila.
A primeira referência à Fonte da Pipa remonta ao ano de 1369, quando num documento do arquivo municipal se menciona: João Anes, «morador à Fonte da Pipa». A sua actual arquitectura, no entanto, reporta-se ao século XVIII, concretamente, à reforma integral patrocinada por D. Maria I, conforme inscrição em cartela envoluteada gravada no espaldar, à qual se sobrepõe a real pedra de armas: ANTIGA FONTE / DA PIPA / REEDIFICADA / E MELHORADA / PELO DOUTOR / FRANCO IOZE / DEMIRANDA / DUARTE . PRAEZI /DENTE DO SENADO / DA CAMERA . E IUIZ / DE FOR A .
DESTA VILLA / EM EXECUÇAM DAS / ORDENS DE SUA MAG.E / EXPEDIDAS EM AVIZO / DA SECRETARIA DE ESTADO / DOS NEGOCIOS DO REYNO DE / VINTE E SEIS DE OUTUBRO DE / MIL SETECENTOS E OUTENTA / E SETE . PELAS QUAIS FOI / A MESMA SENHORA SERVIDA / DETERMINAR A RESTITUIÇAM / DESTA FONTE: SOCEGANDO / O POVO . E LIVRANDO DA / OPRESSAM . QUE LHE CAUSAVA / A FALTA DE AGOA NO BAIRRO / DO CASTELLO.E PORISO EM / MEMORIA DE TAM AUGUSTA / SOBERANA SE GRAVARAM / OS VERSOS SEGUINTES . / QUALIS APUD VETERES / DIVAS REGNABAT ULYSES / QUI NULLI CIVI DICTO . / FACTOQUE NOCEBAT . / 1788.
As pilastras sobressalientes do espaldar são rematadas por coruchéus, sendo o central mais desenvolvido enquadrando painéis cerâmicos a azul. Os das extremidades, de recorrência classicizante, evocam as figuras idealizadas de Diana e da Justiça. Os  outros dois painéis de azulejos que emolduram a centralizada lápide inscrita, de traço mais livre e de maior naturalidade, representam frondosos pinheirais. Na parte inferior deste complexo espaldar, sobressai uma pedra alimentado pela pequena pipa.
A fonte está construída na parede de uma casa antiga onde hoje funciona o Bar Fonte da Pipa.

sábado, 26 de março de 2011

Fonte de São Pedro

A fonte de S. Pedro é um fontanário projectado pelo arquitecto Raul Lino e foi inaugurado em 1929 revelando uma concepção erudita. O edifício, de planta centralizada com uma cúpula onde estão gravadas as palavras "chaves do Céu", aproxima-se bastante dos cânones arquitecturais renascentistas. Assim, a coluna centrada pelo vão de acesso conduz ao interior do edifício que permanece bordejado por bancos corridos forrados com azulejos.
A fonte apesar de tudo é um sitio agradável para fazer uma pequena pausa enquanto visita Sintra.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Convento dos Capuchos

Convento dos Capuchos foi fundado por D. Álvaro de Castro, filho do vice-rei da Índia D. João de Castro, no ano de 1560.
Diz a lenda que o nobre se terá perdido na Serra durante uma perseguição a um veado, e que debaixo de um penedo adormeceu cansado. Em sonhos ter-lhe-á sido comunicada a necessidade de ali se criar um templo cristão.
D. João de Castro morreu antes da concretização do convento, mas o seu filho D. Álvaro de Castro honrou a vontade do pai e o Convento foi mesmo construído.
Nele habitaram sucessivas comunidades de frades franciscanos, dedicados ao trabalho interior. A primeira comunidade era composta por oito frades, sendo o mais conhecido de todos Frei Honório que de acordo com a lenda viveu até perto dos 100 anos apesar de ter passado as últimas três décadas da sua vida tendo como «casa» uma pequena gruta dentro da cerca do convento, cumprindo penitência.
A pobreza foi levado ao limite na sua construção. O convento possui uma área relativamente reduzida e várias das suas celas têm portas revestidas a cortiça com altura inferior à de um homem, de modo a induzir a genuflexão. Os elementos decorativos são também escassos, tendo sido mantidos ao mínimo. No refeitório existe uma grande laje de pedra a servir de mesa, oferta do cardeal-rei D.Henrique.
Após a sua vista ao convento, em 1581, D.Filipe I de Portugal terá comentado : "De todos os meus reinos, há dois lugares que muito estimo, o Escorial por tão rico e o Convento dos Capuchos por tão pobre".
Com a extinção das Ordens Monásticas em 1834, a comunidade de religiosos franciscanos viu-se obrigada a deixar o convento. O espaço foi adquirido pelo Visconde de Monserrate e mais tarde passou para a posse do Estado Português.